domingo, 17 de março de 2013

A incontentável INVEJA amarela



"A inveja é uma abstração personificada.
Vive em uma caverna envolta em uma densa névoa negra
a devorar carne de cobra:
seus olhos são tortos, seus dentes imundos de terra;
uma bílis verde e venenosa goteja-lhe da língua.
Jamais sorri, senão diante do infortúnio dos outros;
jamais dorme, presa de várias preocupações;
desagrada-a o sucesso dos homens e, ao vê-lo definha;
remorde e é remoída, e é ela própria o seu castigo.
"
(Ovídio)



domingo, 10 de março de 2013

Feliz semana nova...



As certezas da vida exterior não dependem de nós. Estão sujeitas a interferências de mudanças insuspeitáveis. A certeza de que podemos ir conquistando, paulatinamente, são as nossas certezas interiores. Através do entendimento dos nossos sentimentos, vamos desenvolvendo a autoconfiança e, com isso, a auto-estima também se desenvolve.

A auto-estima está ligada à nossa atitude existencial. Se eu acredito que o outro é mais do que eu, mais bonito, mais inteligente, mais poderoso, é porque eu me coloco numa posição de ser menos. Se eu, em detrimento da minha vontade e opinião, me subjugo, dando prioridade aos desejos de outrem, torno-me fragilizada. A fraqueza do ego está, justamente, na fragmentação. Ou seja, na não-coesão consigo mesmo. Quanto mais eu me divido e disperso minha energia para agradar a outros, mais eu me torno vulnerável a dúvidas e indecisões. Sinto-me fraca e impotente diante das situações. Nunca sei qual é a melhor maneira de fazer tal ou qual coisa. Querendo agradar a todos, desagrado a mim mesma. Certamente não podemos agradar a todos ao mesmo tempo. E, se não tenho uma relação de cumplicidade comigo mesma, se não estou de mãos dadas com a minha consciência, me afasto de mim.

Olhar para dentro de si e reconhecer a pessoa que se é. Olhar para o mundo e perceber a complexidade da simplicidade da existência. Isto faz com que sintamos a grandiosidade e o respeito por tudo que existe. E nós fazemos parte desse universo. Aquele que se deprime e se acha menos, está esquecendo de sua verdadeira identidade. Está se afastando de seu mais rico patrimônio: o Ser.

Desenvolver a confiança, buscando olhar para a essência das coisas e das pessoas. Ter a certeza de que o mundo é fruto da energia que colocamos nele. Os estudos do pesquisador japonês Masaru Emoto sobre a receptividade das moléculas de água mostram essa relação. Masaru demonstrou que o arranjo da estrutura molecular da água apresentava mudanças expressivas quando em ambiente de energias vibracionais humanas como pensamentos, palavras, orações e música.

Vibrar positivo, vibrar colorido, vibrar com amor e alegria, certamente vão tornar nossa alma senhora de si!


"Não deixe que seus medos tornem-se obstáculos no caminho de seus sonhos..."

Waldonys




   Depois do meu marido, eu só amo esse homem!!!

Viva!!


Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.

domingo, 3 de março de 2013


FÁBULA DA CONVIVÊNCIA



Durante uma era glacial, muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem ao clima hostil.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhe forneciam mais calor, calor vital, questão de vida ou morte.
E afastaram-se feridos, magoados, sofridos...
Dispersaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes.
Doía muito...
Mas essa não foi a melhor solução: afastados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para conviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.
Assim aconchegaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.
Os homens têm tentado aprender a conviver entre si, como os porcos-espinhos. Mas no final do segundo milênio é tempo dos homens aprenderem com os pandas e/ou com os pássaros que se abraçam prazerosamente por inteiro, sem se ferirem, apesar de suas garras e bicos. Esse é o aprendizado do AMOR.
(autor desconhecido)