domingo, 30 de abril de 2017

Procura-se um amigo...


Century - Gone With The Winner - 1987 - Legendado HQ

Samhain - O Fim e o Início de um Ano Novo para os Celtas


(31 de Outubro - Hemisfério Norte) e (30 de Abril - Hemisfério Sul)

Em Samhain,o Festival do retorno da Morte,os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na Velha Sábia,a Senhora do Caldeirão,e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno. – Mito da Roda do Ano na Religião Antiga.

Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, Samhain (pronuncia-se SOUEN) marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram.
... E o ano chega ao final! Nossos últimos alimentos são colhidos após o equinócio de outono, marcando o início dos meses em que viveremos com o que conseguimos estocar. Os alimentos fornecidos pela Grande Deusa devem agora alimentar seus filhos famintos e nutrir o Deus em sua caminhada pelo "outro mundo". O raio do trovão que atingiu o carvalho e fecundou a terra é a promessa do retorno do Deus através daquela que um dia foi sua amante, mas que agora será sua mãe: a Deusa. E assim o ciclo de vida, morte e renascimento volta a estabelecer o equilíbrio a Roda do Ano.
 A Roda do Ano na Religião antiga na verdade é um ciclo que não tem começo nem fim, mas Samhaim é considerado tradicionalmente o Ano Novo na Religião Antiga, pela sua simbologia de morte e suspensão do véu entre os mundos.
 
 
Trançando uma Corda de Bruxa 

Trançar uma Corda de Bruxa (Witch's Cord) é um ato tradicional na noite do Samhain. Elas simbolizam o cordão que liga todos nós ao Outro Mundo, além de serem uma representação simbólica do cordão umbilical que traz todos à vida terrestre.
A Corda de Bruxa é confeccionada utilizando cores apropriadas que simbolizem aquilo que você quer atrair para sua vida no ano mágico que se inicia. Por isso escolher a cor correta para confeccionar sua Corda de Bruxa é essencial:
Branco: Para harmonia.
Vermelho: Para afastar os inimigos, vencer os obstáculos, atrair garra e coragem.
Laranja: Para sucesso e prosperidade.
Rosa: Para atrair amor.
Preto: Para proteção e afastar o azar.
Verde: Para abundância.
Amarelo: Para atrair saúde e ter sorte no comércio.

Caso sua necessidade seja maior do que apenas uma cor pode lhe oferecer, você poderá escolher até três cores diferentes que representem os seus desejos para o próximo ano.
Pegue três barbantes na cor ou cores escolhidas e corte-os na medida de sua altura. Então comece a trançar os barbantes, sempre mentalizando aquilo que você quer atrair para a sua vida, pedindo que a Deusa e que o Deus lhe auxiliem e abençoem a corda que você está trançando.
Quando tiver terminado, costure ou cole alguns símbolos no decorrer da corda que representem o seu objetivo. Por exemplo: corações para amor; moedas para prosperidade, etc.
Coloque a sua Corda sobre o seu Altar durante a celebração do Sabbat e consagre-a durante a cerimônia.
Pendure a sua Corda de Bruxa em um lugar de sua casa e, sempre que visualizá-la, lembre-se dos objetivos que o motivaram a confeccioná-la. Assim sua vontade será ativada.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Compartilhe!!


Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível. Dom Inácio de Loyola

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Seremos vencedores!!


SER BRUXA


É bem verdade que a natureza vive se transformando, mas ela jamais deixa de ser. Em observação, podemos aprender tanto, que podemos e devemos trazer esse conhecimento para as nossas vidas.
Nós não nos tornamos alguma coisa, nós somos, podemos é acrescentar e melhorar, sempre na verdade.
Muitos que encontram o caminho da Arte, acham que precisam de uma Iniciação para se intitular "Bruxo". Não desmerecendo quem já é iniciado, fez todo um ritual, mas eu estou apontando numa direção mais filosófica e profunda. Pois vejam. O que vale verdadeiramente é a verdade que se encontra em seu coração e o que é ser uma bruxa, o que elas fazem ? 
Antes de tudo são livres! São Deusas, sem exceção! Não são presas a dogmas, a conceitos pré estabelecidos pela sociedade, medos, pecados, ou errado. Uma bruxa se permite ser, ela vive de dentro para fora a sua verdade. Ela é amante, feiticeira, seduz, mãe, avó, menina, MULHER.
Mas aviso, que há um preço por essa liberdade. Pois a inquisição ainda não acabou. 
Vivemos numa sociedade machista, isso não tem nem o que discutir, as mulheres educaram os homens de maneira errada, de forma que crescem e procuram uma escrava para cuidar deles. Não estou generalizando, mas é o que mais vemos.
A mulher deve ser tratada como Deusa sim e todas as suas vontades devem ser feitas! Pois viemos da Grande Mãe e para ela retornaremos!
O que falta entre o homem e a mulher é respeito.
A mulher, a bruxa pode ter quantos amantes desejar, estar enamorada todos os dias, o amor é livre! Ninguém é de ninguém! Certamente, para alguns é um heresia o que digo aqui, eu já bati de frente com tipos por exemplo que quis conhecer a religião da Deusa, que detestava o catolicismo, que aceitavam as outras religiões, que não tinham preconceitos e que eram pessoas da LUZ, mas quando na prática, na verdade, são tão cristãos arcaicos quanto um que se diz ser mesmo e daí uma bruxa de verdade é taxada de promíscua.
Fomos criados numa sociedade onde nos reprimiu tanto, que para alguns é difícil se libertar. Deixo claro que não tenho nada contra cristãos e a Igreja Católica, tenho muitos amigos e a diferença é que há respeito. O que deveria ser assim, natural, o respeito, entre todos, entre as religiões.
Somos sempre julgados, e sempre seremos, mas, paga-se um preço por sermos verdadeiramente quem somos, porém, paga-se um preço maior ainda por se viver numa mentira.
Uma bruxa trabalha com a natureza, buscando o equilíbrio, usando da alquimia na cozinha, em poções, elixires para obter sucesso, saúde, amor, conexão com o seu divino.
Uma bruxa anda pela luz, pela sombra, pelo escuro. Tanta faz em cima, com embaixo. O bem e o mal está em todos, é preciso encontrar o equilíbrio.
Ninguém é somente bom, ou somente mau, há essas duas dualidades conosco e quando a enfrentamos, entendemos, e aceitamos, vamos nos conhecendo.
Quando eu descubro o que há de bom, ou ruim em mim, eu me aceito e aprendendo com minhas falhas, meus acertos e passo a olhar o outro com amor. Entendo suas atitudes, suas falhas, suas palavras de agressão, seus defeitos e não mais julgo, pois aquilo que aponto no outro é o reflexo de mim mesmo.
A bruxa é aquela que sente, que usa a simplicidade da vida e transforma isso em magia.
Faz um altar em devoção a Deusa e ali concentra a sua energia, trabalha seus medos, seus anseios, suas dúvidas, não reprime seus desejos.
Estuda, estuda muito, e prática e a medida que vai confiando em si, traz a força e a magia de suas antepassadas e a partir daí, não é mais somente uma bruxa que faz magia, ela é a própria magia.
É encontrada pelos instrumentos certos e descobre o instrumento mais poderoso; a si mesmo.
A bruxa é aquela que vive no que acredita e não age diferente disso. Ela tem seus princípios, os segue, mas sabe ouvir, respeita as pessoas, porém não espere o mesmo em troca.
Segue no que acredita.
Seja verdadeira consigo e busca sempre trabalhar em prol de si e seu crescimento.
Lembre-se da lei ação e reação, tudo que plantas, irá colher.
E tudo que pede irá receber, cuidado ao pedir.


Não se torna bruxa, se é uma. Cada mulher em si uma Deusa e cada mulher merece respeito, seja ela quem for, como for.
Não seja pela metade, não ame mais ou menos, não sobreviva nessa mundo, viva nele!
Não dê forças para aquilo que não te faz bem, para pessoas maldosas, para situações negativas, você É bruxa e pode transformar e transmutar tudo ao seu redor, apenas mentalizando isso, sem precisar de um grande e elaborado ritual. A Deusa conhece o coração de cada filho, de cada mulher, de cada mãe, de cada pai, ela sempre vai ouvir a todas as suas orações.
Ser bruxa é acreditar em si, olhar para a Lua Cheia nascendo e deseja amor e ser assim amada. Não prendas ninguém, quanto mais livre deixar, mais próximo estará e se não voltar, é por que a Deusa tem planos melhores para você.
Uma bruxa de verdade confia na Deusa, seja qual for o momento que estiver passando, pois é nas dificuldades que os ensinamentos mais significados surgem. Você está sendo lapidada, polida, trabalhada, porém, jamais estará só ou abandonada.
Ser bruxa é crer em tudo isso de lindo que existe na vida e seguir com fé. É olhar a cada manhã no espelho e ver Ísis, Ártemis, Afrodite, Perséfone, Diana, Selene, Cerridwen, Hécate e  a cada fase da Lua, uma mulher é descoberta.
Olha para você e se veja! Onde você está é o lugar certo, cheio de oportunidades, tudo está absolutamente certo.
Bruxa é a dona de casa, que faz magia desde quando acordar, ao se deitar, que alimenta sua família de amor, sabedoria, ensinamentos, confiança, educação.
Uma bruxa olha para si e é fiel e verdadeira consigo sempre, pois você só pode dar o que tem e o que é teu e lembre-se que aquilo que você mais sabe e ensina, é o que mais precisa aprender.
A Deusa sempre quer o nosso melhor e ela vai te moldar, conforme os teus pedidos, conforme tuas andanças.
Não basta um chapéu bonito, uma vassoura e um caldeirão que se é uma bruxa, cada instrumento tem um significado e ele é uma extensão da bruxa, do magista.
Não tenho medo de adentrar o escuro de sua alma, não seja limitada na sua visão, ao enxergar até ali, há muitos mistérios a serem desvendados, verdades que irão libertar, mas irão antes de tudo ferir, incomodar, mas liberta!
Uma bruxa não precisa ser nada para alguém, provar, ter algum título, você é livre, segue teu caminho, pois esse é longo, difícil, mas extremamente lindo!
Uma bruxa sabe a hora que terá que partir, que deixar alguma coisa, algo, alguém, em seu caminho de aprendizado, irá aprender a desapegar, e irá aprender a eterna reverência da Gratidão pela Mãe Terra, pois tudo ela nos dá, tudo e só temos que agradecer todo dia.

Não precisa concordar com cada palavra, mas saiba que contém extrema verdade em cada uma e eu espero que aquelas que te tocaram, apontem uma saída iluminada para a tua vida, para o teu Ser, divino.
Abençoada sejas!!

livros: Wicca, a religião dos bruxos (Ligia Amaral Lima); Wicca a religião da deusa (Claudiney Prieto) e Wicca para todos (Claudiney Prieto).

domingo, 23 de abril de 2017

Cozido de peito com legumes

Ingredientes:
2 1/2 kg de peito, num pedaço só, sem osso
1 dente de alho
1fl de louro, 1/2 col (chá) pimenta-do-reino em grãos
água, 1/2kg mandioquinha
1 repolho médio, 16 cenouras
16 batatas pequenas
Numa panela grande, ponha a carne, alho, louro, pimenta e água para cobrir a carne. Leve ao fogo alto até ferver.
Baixe o fogo, tampe e cozinhe por umas 3h, ou até amaciar a carne. Escorre com uma escumadeira. Corte o repolho em gomos, descasque as cenouras e mandioquinhas e escove bem as batatas. Colocar os legumes no caldo da panela.
Deixar ferver em fogo alto. Depois baixe o fogo, tampa e cozinha por meia hora ou até os legumes cozinharem. Para servir, corte a carne em fatias, arrume sobre um prato aquecido. Junte as mandioquinhas, repolho, cenouras e batas em volta.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O QUE DIZES A TEU SEMELHANTE, DIZES A TI MESMO

Se cada um de nós estivesse consciente de que a energia liberada em cada palavra afeta não só a quem a dirigimos, mas também a nós mesmos e ao mundo que nos rodeia, começaríamos a cuidar mais o que dizemos.
Os antigos essênios sabiam da existência de um enorme poder contido na oração, no verbo e na palavra. Os antigos alfabetos, como o sânscrito, o aramaico e a linguagem hebraica são fontes de poder em si mesmas. Os essênios utilizaram a energia que canaliza a linguagem - que era a manifestação final do pensamento, da emoção e do sentimento - para manifestar na realidade a qualidade de vida que desejavam experimentar neste mundo. nas culturas do antigo Oriente eram utilizados os mantras, as rezas, os cânticos e as orações com intenção predetermiada, como técnicas para materializar estados internos e programar, de uma forma ignorada por nós na atualidade, realidades pensadas, desejadas e afirmadas previamente.
Os estudos realizados por físicos quânticos começam a redescobrir e validar o enorme conhecimento esquecido de antigas culturas ancestrais. Um conhecimento que se encontra ainda escondido e esquecido e que nos traria o poder de mudar nosso mundo.
O poder das rezas, orações e pedidos, tal como nos legaram os antigos essênios - potencializados por milhares de pessoas -, nos outorgaria um poder que superaria ao de qualquer potência militar que quisesse nos impor sua vontade pela força.
Este poder foi demonstrado em espécies animais como os golfinhos, que trabalham unificados em objetivos comuns. Os golfinhos utilizam padrões geométricos de hiper-comunicação, ultrassom e ressonâncias que lhes servem para interagir com as redes energéticas do planeta. Estes animais possuem a capacidade de produzir estruturas sônicas geométricas e harmônicas sob a água. Poderíamos afirmar que os golfinhos ajudam mais a manter o equilíbrio planetário do que os humanos.
Se o Criador nos outorgou o poder, significa que quer que nós, uma vez alcançado um nível de consciência determinado, ajudemos com respeito à vida, sendo co-criadores de sua obra.   (Brad Hunter).
No xamanismo aprendi que antes de se praticar o uso da palavra é necessário conferir poder à sua palavra. Antigamente eu acreditava que bastava utilizar palavras de efeito positivo para que pudéssemos alcançar os efeitos. Sem dúvida, palavras positivas atraem boas vibrações. Porém, só existe um meio de você carregar suas palavras de poder, para extrair delas seu potencial mágico, é torná-las sagradas, é colocá-las na prática da verdade. Purificá-las.
A mentira é um fato que diminui o poder da palavra. Quando uma pessoa mente, e você descobre, a palavra da mesma não vai mais surtir efeito para você, por mais lindas e poéticas que elas sejam. A palavra tem que ser acompanhada de conduta. Cada vez que se usa a palavra para mentir, reduz o seu poder. Mesmo quando a mentira não sirva para magoar alguém, ou como costumamos dizer: apenas uma mentirinha sem importância. Não se iluda! A escolha é sua, você estará enfraquecendo as vibrações de sua palavra. Quando se usa palavra para blasfemar, para julgar o próximo, para ironizar pessoas ou situações, damos maus uso à palavra e a palavra perde o poder.
Quando alguém dá a sua palavra e não cumpre, mesmo que seja apenas não estar presente uma data ou local combinado, no cumprimento de prazos, enfraquece a palavra. O mesmo acontece com as palavras de baixo calão.
Quando você pronuncia uma palavra, principalmente com emoção, emite uma energia ao Universo, Como toda a energia tem movimento, e como tudo o que você emite ao Universo, acaba voltando ao mesmo ponto, o padrão de vibração que vai, vem trazendo na volta, vibrações semelhantes para quem as emitiu, como um bumerangue.
A história é além disso...
Veja como são fortes os mantras, como é forte a invocação em sânscrito ou latim! São fortes até porque não são utilizadas atualmente, a não ser para preces.
A palavra te uma singeleza e uma sutileza. Você percebe o grau de um ser, de acordo como se expressa. Os estudiosos afirmam que os anjos falam metaforicamente, como se fosse a PNL (Programação neuro-linguística). Jesus Cristo falava por parábolas, os Mestres ensinavam através de contos, usavam a palavra com maestria. Perceba como são lindos os Decretos da Fraternidade Branca!
Reflita então, que tipo de entidade usaria termos chulos, agressivos?
As entidades de luz são serenas, não sentem raiva, pois compreendem a existência humana, não brigam, mostram o caminho. Agora, não é para a compreensão de todos! E não foi sempre assim? Assim se expressam os mestres xamânticos, poeticamente!
Seus sentimentos são expressos abrindo o livro da Natureza. Uma verdade que se esconde debaixo de cada pedra; cada folha. A Sabedoria Ancestral, fruto da observação da vida na Terra, passado de pai para filho, cruzando as eras, formando uma rede de poder, que podemos chamar de egrégora. Das canções de poder, hinos, mantras, kyrtans, gregorianos, pontos... Passa pelo intelecto, mas não pára nele, é maior.
Todo o caminho, que necessita usar muitos fundamentos para explicar o "por quê" das coisas, vira uma filosofia, e não uma re-ligação. A espiritualidade não privilegia doutorados. Inclui pessoas simples. Ela não necessita tanto da lógica para obter compreensão. Os nativos norte-americanos cultuam o "Grande Mistério". Eles sabem que é a Fonte e a Origem de tudo o que é vivo. Usam mais parte do seu tempo para amar e respeitar.
Para aqueles que têm uma ligação mental, intelectual com a espiritualidade, a palavra tem que ser bem traduzida, mais do que sentida. O nativo sente mais do que pensa. É um nível mais sutil de compreensão.
Foi descoberta uma tumba no Egito, com mais de 3.000 anos, com a seguinte inscrição: "Torna-te, pois, um artista da fala e assim terás domínio sobre os demais."
Lembram-se da "palavra mágica" dos contos infantis?
A palavra também é amoral. É um poder que pode tanto ser usado para "bendizer", como para "maldizer".
Vejam o exemplo de Hitler, que resgatou a auto-estima de uma nação, jogando-a contra o mundo. E tudo através de suas palavras, de seus decretos.
A mídia, o que não faz com as palavras?
Observem a quantidade de seitas que se espalham pelo Planeta. Até na Internet! Recordam aquele grupo que se suicidou na passagem do Haley? Usam a palavra tocando um ponto fraco, o ego: "Você é o escolhido! Você é muito importante para nós!" E quando tocam pessoas com carência e predisposição para tal, dá-se o deslumbramento, a adesão. O terror usa isso, persuadindo suicidas, de que estão prestando um serviço a Deus e que, depois, serão recompensados.
Vejam que efeito a palavra faz, quando é credenciada a uma Divindade!
O poder é atribuído à palavra de acordo com o remetente? É muito tênue o fio que separa o fenômeno da canalização, da inspiração de uma personalidade humana.
O valor da tradição está acima da compreensão humana. Sua origem é espiritual. Condenar uma oração é julgar sobre o poder de quem a recebeu. Seja de que origem for, junto com ela vem um poder magnético. Veja se algum Yoguim muda um mantra. Ou seja, uma prece é uma fórmula.
Rudolf Steiner escreveu que o Pai Nosso, terá seu significado mesmo após decorridos milhares de anos. Quem reza o Pai Nosso sente seu efeito mesmo sem ouvir explicações sobre ele. Jesus resumiu toda a lei e os profetas numa única palavra: amor. Amar é a mais perfeita de todas as preces e orações.
Sejamos, pois, vigilantes das palavras que emitimos, compreendendo que, quando a palavra vale menos do que o silêncio, é preferível calar-se. E se cada palavra emitida é uma energia, quando menos falarmos desnecessariamente, mais energia, mais poder teremos ao pronunciá-la, compreendendo a sabedoria que também pode vir com o silêncio.
A vibração é um tipo de informação que jogamos no ambiente, quando você fala, pensa ou está desenvolvendo sobre algum assunto, está continuamente enviando diversas informações. Nosso universo é tão rico que o ato de traduzir vibrações para palavras inibe a expressão total de uma informação em seu conteúdo primordial.
A vibração humana é a associação de um pensamento sobre algo, misturado ao sentimento sobre ele, o que significa que eu posso pensar muito positivamente sobre algo, mas eu só "ativo" a vibração desse algo quando entro na frequência dele, e isso - que seria como um aval - é o Sentir.
Vamos ao exemplo: você quer ganhar na mega sena. Pensa super positivo, faz o jogo, porém lá no fundo do seu inconsciente você não se sente merecedor de tanta grana. Embora seu pensamento mande uma mensagem, seu sentir envia outra, logo, não há como viabilizar a realidade que você tanto almeja.
A partir do momento que consigo associar meu pensamento com meu sentimento, crio uma determinada vibração e a extensão dessa vibração nos dá o tom da frequência.
Exemplo simples: Se você está sintonizado na frequência de determinada rádio, pode escutá-la. A diferença é que nós somos "rádios" muito volúveis, pois podemos mudar a frequência de acordo com nossa vontade.
Vamos ver que todo pensamento, emoção e consequentemente uma doença tem uma determinada frequência e a manifestação desta estará sempre de acordo com sua ressonância.
Tudo é Energia
Você vê a realidade como coisas materiais, mas em verdade tudo é energia.
Tudo: mesa, cadeira, prédios, mar, natureza e o nosso corpo.
Normalmente, chama-se energia condensada, mas eu prefiro dizer que não passa de uma ilusão de ótica. As coisas são como são porque aprendemos que elas são assim. Aprendemos que carros são pesados e intransponíveis e nos moldamos a uma realidade que cria densidade.
A energia permeia nossa realidade e nós influenciamos energia. É de suma importância o entendimento desse conceito.
 A energia pode ser leve ou pesada, elástica ou rígida dependendo de sua vibração e sua aceleração. Ela provém da fonte de Tudo, é potencializada em si mesma, porém, neutra.
Sozinha, a energia é somente uma partícula neutra.
Não há energia ruim ou boa, somente energia. O bom ou ruim são facetas temporárias, denominadas ou determinadas por nós, logo quando liberamos o conceito de bom ou ruim, ela retorna a seu estado original: neutro e radiante.
Consciência e Energia
Se pudermos entender que o que vivemos diariamente é uma experiência de reconhecimento de quem somos, fica mais fácil aceitar e não julgar todos aqueles que passam por suas vivências pessoais.
De posse da consciência das coisas, podemos de forma deliberada e responsável optar por novas experiências e comportamentos.
E é assim que se dá o entendimento deste ditado maravilhoso: "Tudo está em perfeito equilíbrio no Universo".
 Portanto, estamos a todo momento, trocando energia com as pessoas e com os ambientes que nos rodeiam. O equilíbrio de cada um é o único antídoto a impedir que as vibrações negativas, alheias à nossa organização espiritual, penetrem no nosso íntimo. Saber conviver sem sintonizar com a energia de terceiros é postura que somente os mestres de si mesmos conseguem plasmar na difícil coexistência com os demais. Ao contrário, se toda hora temos a sensibilidade pessoal invadida por problemas e influências de outras pessoas e/ou situações, ficamos sempre à mercê dos "outros nos deixarem" ficar em paz. Assim a nossa paz íntima dependerá dos outros, jamais de nós próprios; o nosso controle será sempre refém do descontrole alheio; a nossa fragrância espiritual estará sempre mesclada com a dos outros; enfim, dificilmente conseguiremos ser donos de nossa própria vida.
Cuidemos do nosso equilíbrio espiritual, escolhendo quando e como sintonizar as vibrações alheias, seja em uma conversa, numa palestra, numa simples leitura, pois o que lemos também pode nos ser motivo de enriquecimento ou desarmonia interior, já que é vibração que nos penetra a alma.
A saúde do nosso corpo dependerá da qualidade do que nos alimentamos; o equilíbrio do nosso espírito depende, e muito, do que nos permitimos sintonizar, através dos sentidos.
Sintonia e vibração formam o elo entre toda a massa e energia que existe, independente das formas transitórias que venham assumir.
Melhoremos a nossa vibração pessoal e eduquemos os nossos padrões de sintonia. Isso feito, estaremos despertando a grande herança que recebemos do Pai Celestial.
Jan Val Ellam
Livro: "Queda e Ascensão Espiritual
Vialuz - Extraído de: http://caminhosdeluz.org/28.htm

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A CONSTRUÇÃO DO TURISMO



O turismo, como atividade internacionalizada, faz parte dessa dialética de complementação e competitividade entre lugares e serviços; ou seja, os lugares turísticos podem ser comparados entre si, mesmo na escala global, desde que no mesmo padrão de qualidade.
            O turismo, como atividade local e global, seleciona lugares, produz territorialidades, adaptando ou substituindo atividades econômicas com distintos modos de produzir. Essa formação de redes, cadeias e polos turísticos não se dá sem conflitos de usos e pela posse da terra, sem luta competitiva de negócios, sem resistência popular e até sem evitar choques culturais.
LUGARES
            Os lugares são impregnados de história, de tradições, patrimônio naturais e culturais com forte identidade e constituem bases para o desenvolvimento do turismo. Resultam, segundo Soja (1993), de uma produção histórica, espacial e política e conferem identidade a seus habitantes. É no lugar em que se vive, se mora e se trabalha, que são produzidas as teias de relações sociais e espaciais.
            Pode-se dizer que lugares turísticos são aqueles onde o visitante se sinta tão à vontade e inserido no ambiente, ao ponto de considerar-se em unidade com o lugar, com os habitantes locais e assumir uma identidade com o lugar mesmo que temporária - ele não se sente o outro.
            É no espaço local que se constituem as experiências de cada indivíduo - residentes ou visitantes. Localmente, experimenta-se as contradições do mundo, tal como observa Santos (2005, p. 161): "Mais importante que a consciência do lugar é a consciência do mundo, obtida através do lugar."
            Os símbolos, as representações, a cultura e a arquitetura locais apresentam-se como atrativos na dimensão turística, sendo criado "um imaginário sobre os lugares turísticos idealizados pelos cartões postais, revistas, sites" (ALMEIDA, 2006, p. 15). A satisfação do turista está em conhecer o lugar do imaginário, idealizado, muitas vezes, como um paraíso.
            A lógica do mercado, entretanto, faz com que a necessidade turística de conhecer pessoas, culturas, expressões e formas de vida dos lugares torne-se secundária diante da força mercadológica de estruturação da oferta turística, sendo responsável pela organização da rede de lugares ou roteiros turísticos, das regiões e polos turísticos.
            Na conjuntura atual, os lugares e empreendimentos são levados a disputar espaços mercadológicos de forma articulada em rede e pela força regional, mudando as estratégias de resistência às imposições do mercado global. É com esta compreensão que as políticas públicas avançam e, de certo modo, conduzem as políticas comunitárias em torno da regionalização do turismo.
            A constituição de um imbricado fluxo entre as redes virtuais e materiais compõe os circuitos do mercado turístico. Esses circuitos também são materializados pelas redes de hospedagem entre grandes cadeias de hoteis, resorts, flats e mega-empreendimentos, expropriando e ocupando espaços de residentes para constituírem seus territórios.
            A transformação de lugares em territórios turísticos demanda, sobretudo do Estado, o desenvolvimento de políticas públicas para implantar redes, arranjos e regiões turísticas. Para dinamizar o ritmo da produção de lugares turísticos, programas e projetos são realizados com o objetivo de reordenar o território para implantação das empresas. Esse é o caso do Programa de Regionalização do Turismo, do Ministério do Turismo, em implantação desde 2004.
            A proposta de regionalizar territórios e produtos turísticos respalda-se nos conceitos geográficos de região e de território, espaços geográficos da relação sociedade/natureza, de interação homem versus ambientes, dando origem a diversas formas de organização territorial.



            Produtos turísticos são serviços ou atrativos que estão prontos para o consumo, ou seja, disponíveis no mercado. O que não for vendável é apenas um potencial.
            Os destinos indutores de desenvolvimento turístico devem, portanto, possuir infra-estrutura básica e turística, atrativos qualificados, tornar-se núcleo receptor e distribuidor de fluxos significativos de turistas para seu entorno de forma que dinamize a economia do território onde está inserido.
            Os gestores reconhecem a necessidade de melhorar a segurança nas capitais, diminuir problemas socioeconômicos, capacitar mão-de-obra, assim como estruturar destinos de grande potencial turístico no interior, atentando para as questões ambientais, culturais, patrimoniais e, principalmente, para a educação e o envolvimento das populações residentes.
INFRAESTRUTURA E APOIO AO TURISTA
            Os lugares se especializam em função de suas potencialidades naturais, de sua realidade técnica, ou quanto às suas vantagens sociais. Isso responde à exigência da competitividade crescente, em termos de maior segurança e rentabilidade, tal como explica Milton Santos (2002, p. 248). Cada lugar assume um papel na divisão do trabalho turístico de acordo com sua especialização.
            Os serviços básicos essenciais do turismo são transporte (deslocamento), hotelaria (hospedagem), agenciamento de viagens, entretenimento e alimentação. Os demais são serviços de apoio ao turista - daí a designação: serviços de apoio.
            As cidades turísticas não necessariamente possuem infraestrutura em todos os seus quadrantes, contudo, ocorre uma valorização turística dos bairros, avenidas e ruas melhores dotados dessa condição urbana. A política brasileira, de certo modo, beneficia a população local ao dotar infraestrutura urbana com finalidade turística.
            Vale ressaltar que, em alguns casos, as infraestruturas implantadas são para beneficiar empresas totalmente destoantes das realidades locais, que causam graves impactos ambientais e arquitetônicos, resultando em estranhamento para os residentes e até mesmo para turistas, que buscam encontrar nos lugares a cultura e a expressão locais. As necessidades dos residentes vão de encontro às necessidades do capital, resultando em conflitos sociais, tornando a comunidade elemento de resistência.




            ARRANJOS PRODUTIVOS TERRITORIAIS
            O turismo, como as demais atividades econômicas, tende a aglomerar e centralizar serviços e investimentos em determinados lugares. Isto não acontece de forma aleatória, mas segue uma organização que interessa à acumulação capitalista.
            Os clusters são exemplos de opções de desenvolvimento regional, por oferecerem potenciais para criação não apenas de vantagens competitivas e de localização, mas por criarem e aproveitarem externalidades, priorizam a infraestrutura macia (chamado capital social) e trabalharem o conhecimento tácito - a cultura, o sentimento de pertença, a intuição, os valores regionais, a emoção, dentre outros mais voltados ao homem.
clusters - Significa agrupamento, coleção, reunião, etc. Conjunto numeroso e localizado de empresas, em geral pequenas e médias, operando em regime de intensa cooperação, em que cada uma executa um estágio do processo de produção.
            O Arranjo produtivo territorial objetiva-se nos lugares por seu papel ativo, isto é, pela participação efetiva dos membros que compõem esses aglomerados, formados por pequenos negócios dos setores de hospedagem, alimentação, guias locais e entretenimentos. O objetivo maior é criar melhores condições de vida para as comunidades. Além disso, chamam a atenção do poder público para a criação de propostas e políticas públicas que deem sustentação ao desenvolvimento desses arranjos.
            TORNANDO-NOS EXCELENTES ANFITRIÕES
            O lugar com as pessoas que nele residem são os anfitriões. Prepara espaços para este acolhimento, entendendo que a hospitalidade urbana não se limita apenas a oferecer hoteis e pousadas, exige reflexões e estudos, ou seja, capacitação. Hospedar implica oferecer - além do rancho, alimentação, transportes, entretenimentos, diversões, informações, educação - uma série de serviços para que o visitante se sinta bem, como se estivesse em seu lugar.
            Até o século XVIII ninguém viajava com segurança e garantia e as pessoas estranhas aos lugares eram hostilizadas e temidas, para alguns poderia "ser Deus disfarçado para fazer julgamentos". Até 1930, aqueles que se hospedavam em pensões nas capitais brasileiras eram vistos como indignos e suspeitos.
            É com o avanço das cidades modernas que se vai pensar a hospitalidade, ou seja, preparar lugares especiais para receber bem aqueles que viajam, quando a hospedagem em hoteis passa a ser digna e confere status social.
            Além dos atrativos naturais e culturais, há outros fatores da atratividade que tornam os lugares agradáveis aos visitantes. Um deles é a hospitalidade, que implica mobilização da vontade de líderes, gestores e dos prestadores de serviços turísticos, habilidade para executá-los, evidenciando os valores da organização sociocultural local.
            A hospitalidade urbana implica também a acessibilidade, daí a importância de Planos Diretores para cuidar dos lugares, da cidade, ou seja, das condições de estrada nas cidades.
            Precisa, portanto, apresentar as referências, sinalizações, signos que orientem residentes e visitantes. Um mapa bem elaborado que indique todos os pontos da cidade é necessidade de um turista em um lugar desconhecido. Uma excelente sinalização urbana ajudaria a sinalização turística, pois quem mais necessita desta sinalização é quem na cidade habita.
 Referências:

ELIAS, D (Orgs.) Panorama da Geografia Brasileira I. São Paulo: Annablume, 2006.
____. Guerra dos Lugares. In: GONÇALVES, C. V. P. O País Distorcido. São Paulo: Publifolha, 2002.

UM CASO REAL
Novo Jeito de Caminhar

            No Estado do Amazonas, onde o turismo não é tão intenso, o município de Silves, localizado em uma ilha fluvial a 300 km de Manaus, vive uma experiência exitosa em termos de organização comunitária, proteção ambiental e preservação da cultura em torno de uma proposta alternativa de turismo. Para isso, realizaram ações de controle, recuperação, defesa e conservação dos recursos naturais e culturais criando a Associação de Silves para a Preservação Ambiental e Cultural (ASPAC).
            Descobriram o que cada residente sabia fazer, o que produzia, o que conhecia sobre lagos e natureza, para inserir estes saberes nas atividades do projeto, responsabilizando produtores e turistas quanto aos impactos. Assim, definiram um projeto comunitário de ecoturismo que conserva  o meio ambiente, valoriza as pessoas, a cultura, gera oportunidade de trabalho, envolve residentes e amplia a participação de todos.
            Construíram o Hotel Aldeia dos Lagos, em área cedida pela prefeitura. Depois de treinada e capacitada, a comunidade assumiu a gestão dos negócios turísticos. As comunidades ribeirinhas do entorno de Silves foram convidadas a fornecer os produtos necessários ao hotel, aumentando assim a produção e a venda dos produtos rurais, do pescado, artesanato e incentivando a produção de novos produtos. Isto é, desenvolveram arranjos produtivos locais que vieram reforçar a cadeia produtiva do turismo em ambiente de economia solidária.
            A maioria passou a se interessa direta e indiretamente pelo turismo, envolvendo-se com os serviços turísticos, desde guiamento, definição das trilhas, condução dos barcos para pesca e passeios, produção de alimentos, pescarias, cultivo de hortas orgânicas, coleta de frutas dentre outras atividades que realizam. Estruturaram a primeira Cooperativa de Turismo da Amazônia que congrega associados e articula os trabalhadores dos serviços turísticos.
            O projeto caminha para auto-sustentação, a gestão é comunitária com participação de instituições governamentais e ONGs. Silves agora aparece nos roteiros nacionais como um caso de sucesso no eixo comunitário, ampliando atrativos. O que lembra o poeta amazonense Thiago de Melo: "Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar."

Curso da Fundação Demócrito Rocha (2012)

Gente de Touro




Perfil - Calmo, obstinado, firme e estável. Isso pode resumir o que seria o Touro. Assim como o animal que o representa, o taurino tem uma força que o faz suportar qualquer coisa, desde que possa alcançar um resultado positivo e prático. Claro que tende ao materialismo, mas vamos pensar assim: ele preza o mundo da matéria... e como! Tem opiniões ponderadas e uma maneira de ser tranquila. É difícil fazer um Touro sair do sério, mas se você insistir, e conseguir, é melhor correr Quando o Touro fica bravo, ele fica muito bravo. Por sorte, ele aguenta bastante. Sendo muito generoso, é um excelente amigo, apesar de ter uma tendência enorme a ser possessivo. Isso é uma demonstração intensa de carinho que ele tem pelas pessoas ao seu redor. Os taurinos são profundamente preocupados com sua condição financeira. Também tendem a se ligar aos prazeres de uma boa mesa, procurando sentir o sabor de tudo. Evidente que eles estendem essa sua sensorialidade às pessoas, e o sexo é uma coisa que eles também curtem (e quem não gosta?). Apesar da força de seus instintos, prevalece o senso prático. O materialismo dos taurinos nunca é um fim em si, mas um meio para realizar seus desejos, que são, basicamente, segurança psicológica e tranquilidade financeira. Por isso, são bons clientes para um vendedor de seguros. Mas não insista. Eles captam o conceito rapidamente, mas precisam de um tempo para decidir. Como são teimosos feito uma porta emperrada, se você insistir muito eles não vão aceitar nada d e você. Eles tendem a relutar em abandonar conceitos antigos ou até mesmo mudar de plano de saúde ou qualquer coisa. Nunca mexa nas coisas de um taurino. Deixe sua mesa, sua gaveta e seus pertences na posição em que ele deixou. Além de ter uma memória de elefante (apesar de ser de touro) ele sabe exatamente onde estava guardada aquela caneta sem tampa e sem carga que ele ganhou de seu amigo quando estava na escola. Se você perdeu sua caneta ... vai ter que achar ou escutar a reclamação dele por muito tempo. Insistente como ninguém, ele é capaz de enlouquecer qualquer um para conseguir alguma coisa. Uma marca muito boa nos taurinos: a capacidade que têm de lidar com os espaços ao seu redor. São bons em decoração e adoram a natureza. É...e viva o mundo da matéria!
Anatomia - Touro está associado anatomicamente à boca, à mandíbula, à garganta, ao pescoço e às orelhas. Uma boa alimentação será a base de sua saúde. Normalmente os taurinos comem bem... e como! Quando inseguros comem muito, mas muito mesmo, por isso podem engordar com facilidade.

terça-feira, 18 de abril de 2017

o nascimento de Kardec


Kardec nasceu no início do século XIX, numa fase de aceleramento do processo cultural em nosso mundo. Formou-se na cultura do século, sob a orientação de Pestalozzi, o mestre por excelência. Especializou-se em Pedagogia, que podemos chamar de Ciência da Cultura, e até aos cinquenta anos de idade exerceu intensas atividades pedagógicas, tornando-se o sucessor de Pestalozzi na Europa. Não se fez padre nem pastor, mas cientista e filósofo, na despretensão e na humildade de quem não procurava elevadas posições, mas aprimorar os seus conhecimentos. Adquiriu no estudo, nas atividades teóricas e na prática, o mais amplo conhecimento dos problemas culturais do seu tempo.
Vivendo em Paris, considerada então como o cérebro do mundo, impôs-se ao consenso geral como homem de elevada cultura, um intelectual por excelência. Colocado num momento crucial da evolução terrena, viu e viveu o drama cultural da época. E só aos 50 anos de idade, maduro e culto, deparou com o problema nodal do tempo e procurou solucioná-lo em termos culturais. Esse problema se resumia no seguinte: a cultura clássica, religiosa e filosófica, desabava ao impacto do desenvolvimento das Ciências, sem a menor capacidade para enfrentar o realismo científico e salvar os seus próprios valores fundamentais.
Formado na tradição cultural do Século XVIII, herdeiro de Francis Bacon, René Descartes e Rousseau, compreendeu claramente que o problema do seu tempo repousava na questão do método. Os fenômenos espíritas se verificavam com intensidade, como uma espécie de reação natural aos excessos do empirismo, no bom sentido do termo, que era a aplicação do método experimental a todo o Conhecimento. A tradição espiritual rejeitava esses excessos mas não dispunha de armas para combatê-los. Kardec resolveu aplicar o método experimental ao estudo dos fenômenos espíritas.
Logo aos primeiros resultados verificou que o nó do problema estava no seguinte: o método experimental se aplicava apenas à matéria, excluindo-se o espírito que era considerado como imaterial e portanto inverificável.
Mas se havia fenômenos espíritas era evidente que o espírito, manifestando-se na matéria, tornava-se acessível à pesquisa. Tudo dependia, pois, do método. Era necessário descobrir um método de investigação experimental dos fenômenos espíritas. Era claro que esse método não podia ser o mesmo aplicado à pesquisa dos fenômenos materiais, considerados como os únicos naturais. Mas porque os únicos? Porque as manifestações do espírito eram consideradas como sobrenaturais, regidas por leis divinas.



Já Descartes, no Século XVII, lutando contra o dogmatismo escolástico, mostrara a unidade de alma e corpo na manifestação do ser humano e advertira contra o perigo de confusão entre esses dois elementos constitutivos do homem. Kardec se sentia bem esteiado na tradição metodológica e conseguiu provar que os fenômenos espíritas eram tão naturais como os fenômenos materiais. Ambos estavam na Natureza, espírito e matéria correspondiam a força e matéria, os dois elementos fundamentais de tudo quanto existe.
Daí sua conclusão, até hoje inabalada, e confirmada na época pelas manifestações dos próprios Espíritos que o assistiam: a Ciência do Espírito correspondia às exigências da época. Mas era necessário desenvolvê-la segundo a orientação metodológica da Ciência da Matéria, pois essa orientação provara a sua eficiência. A questão era simples: na investigação dos problemas espirituais o método dedutivo teria de ser substituído pelo método indutivo. Mas essa questão se tornava complexa porque a tradição espiritualista, cristalizada nos dogmas das igrejas, repelia como herética e profanadora a aplicação da pesquisa científica aos problemas espirituais.
Kardec enfrentou a questão com extraordinária coragem. Enfrentou sozinho, sem o apoio de nenhum poder terreno, todo o poderio religioso da época. Teve então de colocar-se entre os fogos cruzados da Religião, da Filosofia e da Ciência. Os teólogos o atacavam na defesa de seus dogmas, a Filosofia o considerava um intruso e a Ciência o condenava como um reativador de superstições que ela já havia praticamente destruído. A vitória de Kardec definiu-se bem cedo. A Ciência Psíquica Inglesa, a Parapsicologia Alemã e a Metapsíquica Francesa nasceram da sua coragem e das suas pesquisas. Mais de cem anos depois, Rhine e Mac Dougal fundariam nos Estados Unidos a Parapsicologia moderna, seguindo a mesma orientação metodológica de Kardec.
E a sua vitória se confirmou plenamente em nossos dias, quando as pesquisas parapsicológicas endossaram as conclusões de Kardec e logo mais a própria Física e a Biologia fizeram o mesmo. A palavra paranormal, criada por Frederic Myers e hoje adotada na Parapsicologia, substituiu em definitivo, no campo científico, a classificação errônea de sobrenatural dada aos fenômenos espirituais.

O Espírito como Objeto

Kardec transformou o espírito, entidade metafísica, em objeto específico da pesquisa científica. Nem mesmo a reação kantiana, nos séculos XVIII e XIX, com a crítica da razão, estabelecendo os supostos limites do conhecimento em termos do Empirismo inglês, impediu essa transformação. Na própria Alemanha o Prof. Frederico Zollner, da Universidade de Leipzig,submeteu o espírito à investigação kardeciana e Schrenck Von Notzing, em Berlim, instalou o primeiro laboratório de pesquisa espírita do mundo. Hoje os cientistas soviéticos, na maior fortaleza ideológica do materialismo no mundo, provaram sem querer a existência do espírito e de seu corpo espiritual, a que passaram a chamar de corpo bioplasmático. As pesquisas realizadas com o fenômeno da morte mostrou-lhes que o corpo material é vitalizado por ele e por ele mantido em função. A última novidade da Biologia soviética é essa descoberta que atenta contra o materialismo de Estado.
O espírito convertido em objeto de investigações físicas e biológicas é hoje a prova inegável da vitória de Kardec. Mas Kardec avançou além dessa posição atual. Ele não se limitou a pesquisar o espírito como objeto acessível à percepção sensorial. Da mesma maneira por que o pensamento, na Lógica, é um objeto não-físico — e hoje na Parapsicologia um objeto extrafísico — Kardec submeteu o espírito a pesquisas psicológicas e provou a sua realidade energética, a sua natureza dupla, de energia espiritual pura manifestada no corpo espiritual, de natureza semimaterial. Os instrumentos de que se serviu para essa audaciosa pesquisa constituem hoje os campos de força da percepção extra-sensorial, cuja realidade palpável foi demonstrada pelas experiências de laboratório dos mais eminentes parapsicólogos. A aparelhagem mediúnica das pesquisas de Kardec, ridicularizadas pelos sabichões do tempo, como Richet os classificou, é hoje cientificamente reconhecida, tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra, na Alemanha quanto na URSS.
Kardec desenvolveu o seu método de pesquisa tendo por base o processo de comunicação. Hoje estamos na época da comunicação e essa palavra adquiriu um valor científico de importância básica. Mas a palavra comunicação já era, no tempo de Kardec, uma categoria da Filosofia Espírita e designava um elemento fundamental da pesquisa espírita. A comunicação mediúnica abriu para o homem uma nova dimensão na sua concepção do mundo e da vida. E Kardec dedicou-lhe todo um tratado, com O Livro dos Médiuns, estabelecendo as regras metodológicas da comunicação entre os vivos da Terra e os supostos mortos do Além. Nenhum tratado atual de Parapsicologia conseguiu superar o que Kardec descobriu e expôs nesse volume.
Com essa descoberta Kardec revolucionou o campo central das estruturas religiosas. O problema da Revelação, que representava uma fortaleza aparentemente inexpugnável da Religião, o seu mistério essencial e fundamental, foi cruamente esclarecido. E a posição metodológica de Kardec enriqueceu-se com a possibilidade de investigar as próprias bases da Religião. Mostrando que a fonte da Revelação é a comunicação mediúnica, Kardec pôde estabelecer a relação entre Ciência e Religião de maneira definitiva. Existe, explicou ele, a Revelação Espiritual, que consiste no ensino de leis do mundo espiritual através da comunicação mediúnica, e existe a Revelação Científica, que consiste na explicação de leis do mundo material através da comunicação científica, feita pelos pesquisadores. A Ciência Espírita utilizou-se dessas duas formas de revelação e estabeleceu a conjugação de ambas para o controle do conhecimento da realidade, que é o objetivo direto da Ciência.




Foi assim que Kardec, adotando uma orientação metodológica segura e nunca dela se afastando, conseguiu, finalmente, desdobrar a moderna concepção do mundo, revelando a face oculta da própria Terra em que vivemos e aniquilando o último reduto do maravilhoso ou sobrenatural. Graças a ele, ao seu trabalho gigantesco e ao sacrifício total da sua existência, os cientistas atuais poderão prosseguir no desenvolvimento das Ciências, sem tropeçar nas barreiras supersticiosas, mitológicas, mágicas e teológicas do passado. Kardec completou a Ciência com a sua contribuição espantosa. Fez, praticamente sozinho, no campo do espírito, e em apenas quinze anos de trabalho, o que milhares de equipes de cientistas, no campo da matéria, realizaram através de pelo menos três séculos.
E a precisão do seu método se confirma nas conclusões inabaladas e inabaláveis a que chegou sozinho, muitas vezes criticado pelos seus próprios companheiros, que o acusavam de personalismo centralizador. Faltava aos próprios companheiros o espírito científico que o sustentou na batalha sem tréguas. Os que hoje desejam confundir as coisas, ignorando o problema metodológico em Kardec, aceitando mistificações grosseiras de espíritos pseudosábios, servem apenas para provar, ainda em nossos dias, como e quanto Kardec avançou no futuro, superando de muito o seu tempo e o nosso tempo.
Só a ignorância orgulhosa ou a inteligência vaidosa e interesseira podem hoje querer superar Kardec, quando a própria Ciência e a própria Filosofia atuais estão ainda rastreando as conquistas de Kardec, nos rumos de futuras descobertas.
(Destacado pelo Blog). O Espiritismo evolui, como tudo evolui no Universo. Esse é um axioma espírita. Mas a obra de superação de Kardec pertence às gerações do amanhã, pois a geração atual não revelou ainda condições sequer para compreender Kardec. Por outro lado, é bom lembrar que a superação de Kardec não será mais do que o prosseguimento do seu trabalho, o desdobramento da sua obra, na medida em que o homem se torne mais apto a compreender o que Kardec ensinou. O atraso atual do movimento espírita nos sugere, mesmo, que talvez o próprio Kardec tenha de voltar à Terra, como os Espíritos lhe disseram na ocasião em que esteve entre nós, para completar a sua obra, que homem nenhum foi capaz até o momento de ampliar em qualquer sentido.
Os leitores que desejarem verificar as comprovações parapsicológicas atuais das pesquisas de Kardec poderão fazê-lo em duas fontes: a nossa tradução anotada de O Livro dos Médiuns e o nosso livro Parapsicologia Hoje e Amanhã, em sua quarta edição. Neste último encontrarão um capitulo especial
sobre a descoberta do corpo bioplasmático pelos físicos e biólogos soviéticos.
Fotografias da aura das coisas e dos seres têm sido apresentadas como fotografias da alma e justamente rejeitadas pelas pessoas de bom senso. Essas fotos pertencem à fase da efluviografia nas experiências com as câmaras Kyrillian. As fotografias do corpo bioplasmático são as que realmente correspondem à alma.

Obra de J . Herculano Pires , intitulada  A Pedra e o Joio.
Fonte: Blog Alvorada do Reino